quarta-feira, 24 de agosto de 2011

são lindos mesmo...


percorre sete quadras até o cemitério onde antigo dono está enterrado. (Foto: kelly Martins/G1)



Um caso de amizade entre um animal e seu dono tem intrigado moradores da cidade de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Desde que o estudante Geovani Marques Crisóstomo morreu, o cavalo que pertencia a ele percorre as ruas de dois bairros da cidade para "visitar" o túmulo do antigo dono. Crisóstomo, que era conhecido como Gege, morreu vítima de uma doença cardíaca no mês de abril deste ano.

O cavalo chamado Raposa, desde o dia da morte de Gege, sai da casa do jovem no bairro Portal da Amazônia e caminha por sete quadras até o Jardim Primavera, onde está localizado o cemitério. O percurso é feito há quatro meses. “A vida dele era cuidar de cavalos. Essa era a sua grande motivação”, contou ao G1 a mãe do estudante, Maria Eunice Marques.

Ela revelou que toda a família está impressionada com a atitude do animal e contou que o filho tinha comprado o cavalo há quase dois anos. Disse também que no primeiro mês, após a morte do estudante, Raposa passava as noites relinchando. “Parecia que estava chorando de saudade ou porque sabia que alguma coisa tinha acontecido”, declarou.

Maria Eunice, que trabalha como balconista de uma empresa, é moradora antiga do Portal da Amazônia. Ela relatou que Geovani gostava de participar de cavalgadas na região e também trabalhava como domador de cavalos. Apesar de ter tido três cavalos de estimação, segundo Maria, Raposa era o animal que o filho mais gostava e mais usava para as montarias.

Por conta disso, a mãe disse que desde a morte do filho o animal não participou mais das cavalgadas e está apenas sob os cuidados da família. “Acho que é uma forma de preservar o amor e a dedicação que ele [Geovani] tinha”, disse emocionada.

Visita ameaçada
Porém, é só deixar o cavalo solto que ele já sabe para onde ir. Ao que tudo indica, o trajeto parece ter ficado conhecido no dia do velório, quando Raposa acompanhou o cortejo de seu antigo dono até o cemitério, realizado por meio de uma cavalgada como homenagem feita por amigos e familiares do jovem estudante.

Mas, a entrada do cavalo no cemitério já foi proibida pelo setor administrativo. O zelador Sidnei Nascimento disse ao G1 que parte de um túmulo foi destruída nos últimos dias, quando o animal pastava no local. Isso fez com que a administração notificasse a família responsável pelo cavalo impedindo a entrada dele no cemitério, desde a última semana.

Por outro lado, o próprio funcionário admite estar diante de uma história cheia de mistério e confirma já ter flagrado Raposa ao lado do túmulo do seu antigo dono. O intrigante é que o pasto existe por todo o percurso feito pelo animal até a entrada do cemitério.

Percepção e sentimento
“Os animais possuem sensibilidade e percepção muito maior que a dos seres humanos, o que leva, em muitos casos, a uma manifestação física”, explicou a professora de Zootecnia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Lisiane Pereira de Jesus.

A professora, que também atua como coordenadora da implantação do Centro de Ecoterapia da UFMT, ressaltou que a relação de afetividade entre o animal e o seu dono é o que provoca tais reações. “O animal não sabe da perda, mas sente falta do relacionamento. E como tinha uma afetividade, também procura o cheiro do dono nos locais”, frisa.

A professora destacou também que o animal pode ter a percepção da energia do seu dono, o que o leva a percorrer diversos lugares em busca da pessoa como, segundo ela, o caso do cavalo no cemitério.

Outro ponto, de acordo com Lisiane Pereira, é que a perda do laço afetivo leva o animal a desenvolver doenças emocionais e patologias clínicas. “Há casos em que animais domésticos, por exemplo, ficam doentes quando os donos viajam, outros deixam de se alimentar e muitos até morrem devido à ausência do dono. Isso é a demonstração física do sentimento”, pontua a especialista.


Fonte:

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2011/08/cavalo-vai-cemiterio-visitar-tumulo-de-dono-que-morreu-em-mato-grosso.html

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Por essas e outras, que eu amo!!
R.E.M.

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tudo verdade!


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Estudo revela trauma em cães que ficam sozinhos em casa


17:56, 11 de julho de 2011
Por Luciana Florence

Você sofre em deixar seu amigo peludo sozinho em casa toda vez que sai para trabalhar? Bom, ele pode estar sofrendo ainda mais do que você, segundo revelou uma pesquisa feita por John Bradshaw, diretor do Instituto de Antrozoologia da Universidade de Bristol.

Bradshaw e uma equipe especializada em animais instalaram câmeras em casas de 20 donos de cães. Todos eles aparentemente ficavam felizes com a ausência dos tutores, porém depois de analisar as imagens, o pesquisador descobriu que alguns andavam em círculos e apresentavam a respiração mais ofegante.

Outro estudo realizado por Bradshaw com sete ninhadas de labradores e cinco de border collies mostrou que mais da metade dos labradores e quase a metade dos border collies exibiram sinais de desespero que duraram mais de um mês.

No livro Em Defesa dos Cães, publicado recentemente, o pesquisador conta como o seu labrador costumava roer sua cama, a mobília e o papel de parede quando ficava sozinho em casa. Segundo Bradshaw, em casos mais extremos alguns cães se automutilam.

Ficou com pena do seu amigo peludo? Não precisa entrar em desespero, John Bradshaw dá algumas dicas para ajudá-los a lidar com esse sentimento. “Os cães têm um tipo diferente de memória. Não são bons em raciocínio e não pensam que aquilo que fizeram há uma hora pode gerar uma bronca agora. Por isso não punam seus animais por danos causados quando são deixados sozinhos. Eles não entenderiam o porquê da penalidade”, diz.

Bradshaw diz ainda que a chave para tornar a situação menos sofrível para os cães é ensiná-los que ver você saindo de casa pode trazer resultados positivos. Por exemplo, você poderia voltar de surpresa antes do horário normal, mesmo que por um curto período, só para fazer um agrado. Depois, lentamente, pode aumentar o tempo de permanência fora de casa até o cachorro ser deixado sozinho o dia todo.

http://colunas.criativa.globo.com/bicharada/2011/07/11/estudo-revela-trauma-em-caes-que-ficam-sozinhos-em-casa/

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Claro !! quem não ficaria traumatizado e stressado se ficasse todo dia , dia inteiro sozinho, isolado?
R.E.M.

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